Em 2024, eu estava à frente da operação da Fonder. Tínhamos CRM num lugar, projetos em outro, despesas em planilha, contexto no Slack e decisões espalhadas entre reunião e memória. Uma semana típica era gastar horas reconstituindo o que já tinha sido decidido.
Estava claro que o problema não era falta de ferramenta — era excesso. Cada app resolvia um pedaço, mas nenhum falava com o outro. A empresa acabava governando software, não operando.
Então decidi construir internamente o que eu precisava. Um sistema que mantivesse cliente, execução e contexto na mesma base. A IA entrou como co-piloto — acelerei decisões de design, gerei estrutura de dados e testei hipóteses em horas, não em dias.
O backend e o frontend do MVP estavam prontos em três dias. Estavam previstos para trinta. Essa diferença revelou uma coisa: quando a ferramenta é a certa, a execução acelera. Não é bravata — é o que aconteceu.
Com a ORBOS rodando internamente, percebi que toda empresa tech que eu conhecia vivia a mesma fragmentação. Pedi feedback, refinei e abri para um grupo de teste. A resposta foi consistente: o problema era maior do que eu imaginava e a alternativa era usar menos ferramenta, não outra.
É por isso que hoje a ORBOS existe como produto. Não é um sonho de feature — é uma solução que nasceu de um problema real e foi provada em operação real.